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Os desafios da docência, por Pedro Santos

  • 3 de mar. de 2015
  • 2 min de leitura

Intervenção de Pedro Santos, no 5º Congresso do SPGL, nos dias 5 e 6 de fevereiro de 2015

Destacamos:

  • "Os desafios da docência impostos pelo Ministério da Educação e Ciência têm‐se aprofundado, infelizmente, não na procura de melhores métodos, de melhores estratégias e de melhores condições de trabalho, mas na procura da (in)eficiência humana para além do expectável.(...)"

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  • "Os perigos à docência enquanto atividade livre, democrática e crítica estão ameaçados de diversas maneiras, seja através de concursos viciados, em que experiência é um fardo e a inexperiência o mote, de maneira a formatar e condicionar desde cedo "os meninos e meninas" à vontade do que se quer, sem direitos porque nunca os conheceram, seja porque se reduzem as opções de escolha pelo aumento das zonas pedagógicas para limites geográficos a roçar a insanidade. (...)"


  • "(...) Se pensarmos que a municipalização implica a gestão do currículo, das turmas, dos alunos nas escolas do município, nos transportes e na disciplina, sendo a escola e os professores meros consultores, então o perigo é máximo e tem de ser combatido até à última réstia de energia, força e capacidade de resiliência.(...)"


  • "(...) Com todos estes perigos, um outro consequente surge de imediato: a desvalorização do valor da profissão pois a degradação estatutária, a degradação humilhante do professor e professora através da desconfiança permanente, mesmo por outros colegas professores nas escolas, a degradação imposta pela tutela da relação do professor com o aluno, a degradação do valor hora do professor pelo aumento da carga horária sem respetivo aumento remuneratório, a degradação do papel do professor com a atribuição de tarefas administrativas menores, surge como consequência a baixa da autoestima que conduzirá ao aceitar, por parte dos mais novos e de todos, de salários ao nível de profissões não qualificadas ao nível das autarquias.(...)"


  • "(...) Todos já percebemos que a precariedade laboral, seja dos professores do quadro (mobilidade especial/horários zero), seja dos professores recém‐vinculados, seja dos contratados "ad eternum", é o desígnio deste governo, que o transpôs à prática, e do anterior, que o legislou e criou.


  • Como cereja no topo do bolo, um dos momentos mais tristes da nossa profissão é a já celebérrima PACC (Pantomima Aleatória Contra Contratados),(...)"


  • "(...) Os dirigentes políticos que não conseguem aproveitar aquilo que o nosso sistema educativo forma, promovendo o desemprego quando temos um problema de sucesso educativo interno, empurrando‐os depois para a emigração, enriquecendo outros sistemas educativos, tem como base a incompetência na gestão e a cegueira baseada em dogmas partidários.(...)"

"Os novos desafios à docência têm de ser criados por nós.


Somos nós que temos que marcar o andamento e agenda pública e política."






 
 
 

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